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As 5 Fases do Luto Afetivo

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CRP-SP 06-121677


Índice do Conteúdo:


Os cinco Períodos do Luto afetivo


Cada uma destas fases é marcada por comportamentos característicos.


O luto é um processo natural após a perda de alguém ou algo importante em nossas vidas.


 Segundo a psiquiatra Elizabeth Segundo a pesquisadora Kübler-Ross: Existem cinco estágios do Luto: Negação, raiva, barganha, tristeza e aceitação.


A Neurobiologia e as Fases do Luto nos Relacionamentos Amorosos

1. A Neurobiologia da Perda Amorosa

Quando um vínculo afetivo é interrompido, o cérebro reage de forma complexa, assemelhando-se, em certos aspectos, a um processo de abstinência química. Pesquisas conduzidas por nomes como Helen Fisher sugerem que a rejeição amorosa ativa áreas cerebrais associadas ao desejo e à dependência, processando o rompimento como uma "privação" relacional.


Biologicamente, ocorre uma queda brusca nos níveis de dopamina e ocitocina — neurotransmissores responsáveis pelas sensações de prazer, motivação e segurança. Paralelamente, há um aumento do cortisol (hormônio do estresse). Estudos indicam a ativação de regiões como a ínsula dorsal posterior, o que explica por que a dor emocional é frequentemente percebida fisicamente, manifestando-se como aperto no peito, apatia e angústia profunda.


2. Os 5 Estágios do Luto Afetivo

Baseado nos estudos de Elisabeth Kübler-Ross, o luto não é um caminho linear, mas um processo de adaptação. Estes estágios funcionam como mecanismos de defesa para amortecer o impacto da perda:


1. Negação: Um "amortecedor psicológico". A pessoa pode buscar distrações incessantes ou recusar-se a acreditar no fim para evitar o confronto imediato com o vazio.


2. Raiva: Surge quando a realidade se impõe. Manifesta-se através de sentimentos de injustiça, revolta ou culpa direcionada a si mesmo ou ao ex-parceiro.


3. Barganha: Tentativas de negociar a realidade. Surgem pensamentos como "e se eu tivesse agido diferente?" ou promessas internas na esperança de reverter a situação.


4. Depressão: O momento em que a perda se torna real. É uma fase necessária de introspecção, tristeza profunda e reconhecimento da nova realidade sem o vínculo.


5. Aceitação: Não significa esquecimento, mas a integração da perda à história pessoal. A pessoa torna-se capaz de seguir adiante com novos propósitos.


3. Reorganização da Identidade após o Término

O fim de um relacionamento exige que o indivíduo se reconheça fora da dinâmica do "nós". Habits, rotinas e planos que antes eram compartilhados precisam ser redefinidos. Esse processo envolve um desligamento gradual — desde objetos concretos até camadas profundas de projetos de vida.


Essa reconstrução identitária inclui a retomada de interesses pessoais, a redefinição de valores e, fundamentalmente, a atualização da própria história, onde a relação vivida passa a ocupar um lugar de memória, e não mais o centro da identidade atual.


4. Técnicas da TCC Aplicadas ao Luto


A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) oferece ferramentas estruturadas que podem auxiliar nessa travessia. O foco não é apagar a experiência, mas integrá-la de forma funcional. Algumas intervenções incluem:

  • Ativação Comportamental: Reintrodução gradual de atividades que tragam prazer ou senso de domínio.

  • Reorganização da Vida: Apoio na estruturação da nova rotina e tomada de decisões práticas no presente.

  • Reestruturação Cognitiva: Trabalho sobre crenças de desamparo ou culpa excessiva que podem surgir após o rompimento.


Leituras Recomendadas


REFERÊNCIAS


DICIONÁRIO Aurélio.

Amor.

Acesso Em 23 De Junho De 2013.


FABICHACK, Cibele. 

Amor, Sexo, Endorfinas E Bobagens. 

São Paulo, 2010.


FROMM, Erich. 

A Arte De Amar. 

São Paulo. Martins Fontes. 1971


KÜBLER-ROSS, E. 

Sobre A Morte E O Morrer. 

8.Ed. São Paulo: Martins Fontes, 1998.


SOUZA, Tuhany Barbosa. 

Amor Romântico.

Monografia de Conclusão De Curso.

Uniceub, 2007.








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